A forte defesa do ex-presidente Donald Trump aos centros de dados de inteligência artificial tem gerado resistência entre apoiadores conservadores e membros da própria base MAGA. Segundo a articulista Molly Taft, figuras proeminentes do movimento conservador expressam preocupações com poluição e expropriações de terras associadas a essas instalações tecnológicas.
Molly McCann Sanders, presidente da Eagle Forum Education & Legal Defense Fund, afirmou em entrevista que, embora apoie Trump, discorda da visão dele sobre os centros de dados. Ela criticou publicamente postagens recentes em que Trump sugeriu que comunidades contrárias a esses projetos seriam retrógradas e pobres, apontando que existem preocupações legítimas sobre os impactos ambientais.
Pesquisas recentes corroboram o ceticismo popular. Uma sondagem do The New York Times indicou que mais de 60% dos americanos rejeitam a construção de centros de dados em suas regiões, incluindo 47% dos eleitores republicanos. Além disso, memorandos internos de comitês partidários e de estrategistas republicanos alertaram que o apoio irrestrito a esse setor pode se transformar em um passivo político relevante para os candidatos nas eleições de meio de mandato.
Apesar da pressão contrária, Trump mantém o respaldo à indústria de IA. Aliados políticos e especialistas em tecnologia justificam a urgência do desenvolvimento tecnológico como uma medida necessária para evitar que os Estados Unidos fiquem atrás da China no setor de computação avançada. Analistas políticos apontam que a aposta do ex-presidente é de que sua base acabará alinhada às suas diretrizes sobre o tema, mesmo diante do ceticismo manifestado por eleitores e ativistas locais.