A Meta introduziu recentemente o Muse, um agente de inteligência artificial cujo mascote peludo, chamado Jolly, tem chamado atenção por sua aparência que lembra um brinquedo infantil. Segundo a Wired, o personagem fofinho e personalizável gerou discussões sobre o apelo visual de produtos tecnológicos voltados para maiores de 18 anos.
Durante o evento Meta Connect, o CEO Mark Zuckerberg apresentou o mascote em diversas situações, enquanto executivos da empresa destacaram que a intenção era criar um elemento agradável e evitar a sensação fria de interagir com um logotipo corporativo. A Meta reforçou que o aplicativo exige verificação de data de nascimento para bloquear menores de idade.
No entanto, defensores dos direitos da infância criticaram o design. Josh Golin, diretor executivo da Fairplay, afirmou à publicação que o visual com formas arredondadas lembra personagens infantis e pode atrair crianças. Especialistas em marketing ouvidos pela Wired apontam que o apelo estético fofo serve para tornar a inteligência artificial menos ameaçadora, ajudando a disfarçar a desconfiança pública em relação à empresa.
Pesquisadores também alertam que o uso de personagens antropomórficos pode fazer com que os usuários baixem a guarda em relação a questões de privacidade e coleta de dados, esquecendo que a ferramenta atua como um portal para os servidores de uma grande corporação. Enquanto a Meta planeja lançar um dispositivo físico estilo Tamagotchi para o Muse ainda este ano, críticos e reguladores continuam em alerta quanto ao impacto e ao direcionamento desse tipo de tecnologia.
Fonte: Meta’s Muse Is Adults-Only. Why Does It Look Like a Kids’ Toy?