Segundo a newsletter AI Lab de Will Knight, o evento anual DevDay da OpenAI foi marcado pela revelação dos Dots, agentes de inteligência artificial sempre ativos que realizam tarefas de forma autônoma e vasculham a web. A autora relata ter testado a novidade após passar o mês de setembro experimentando o Muse, agente desenvolvido pela Meta.
Empresas de tecnologia estão deixando os chatbots tradicionais de lado para investir em agentes inteligentes que prometem simplificar o cotidiano dos usuários, automatizando tarefas rotineiras como o agendamento de compromissos e a organização de contas. Enquanto a OpenAI lançou os Dots inicialmente apenas para assinantes do plano Pro por US$ 100 mensais com tecnologia baseada no modelo GPT-6 Astra, a ferramenta da Meta é oferecida gratuitamente aos usuários.
Para amenizar a resistência e a desconfiança em relação à inteligência artificial generativa, os desenvolvedores adotaram estratégias visuais e comportamentais específicas. Os agentes apostam em uma estética fofa e em interações informais que simulam conversas de aplicativos de mensagens, incluindo o uso de reações com emojis. Além disso, os sistemas foram projetados para agir de forma proativa, enviando mensagens espontâneas e lidando com tarefas recorrentes.
Apesar de os testes demonstrarem que as ferramentas evoluíram e apresentam maior confiabilidade na conclusão de tarefas em comparação a anos anteriores, especialistas e usuários ainda mantêm cautela. Conectar contas pessoais, como Gmail e Google Drive, exige reflexão sobre os riscos à privacidade. A autora conclui que, embora a competição no setor de agentes de IA esteja se intensificando, a construção de confiança mútua ainda é um processo gradual.