Inteligência artificial é usada para combater cibercriminosos e desperdiçar seus recursos

De acordo com a newsletter Kernel Panic, escrita por Lily Hay Newman e Matt Burgess, a inteligência artificial também tem sido recrutada para proteger potenciais vítimas, atuando como ferramenta no combate ao cibercrime. Governos enfrentam dificuldades para conter crimes online transfronteiriços, o que tem inspirado o uso de automação para atacar golpistas em massa.

A empresa australiana Apate desenvolveu um sistema que desvia golpistas telefônicos para chamadas com robôs de inteligência artificial. O objetivo é manter as conversas o máximo possível sem cair nos golpes, fazendo com que os criminosos percam tempo enquanto dados de inteligência são coletados. Segundo Dali Kaafar, fundador e CEO da Apate, a plataforma funciona como a criação de vítimas perfeitas para os golpistas.

O sistema da Apate conta com cerca de 350 mil bots utilizados por bancos e apoiados por empresas de telecomunicações. Além de atender chamadas, os bots infiltram-se em grupos de chat e respondem a mensagens de texto. A empresa já coletou mais de 250 mil informações sobre fraudadores em tempo real, incluindo URLs de golpes, contas de laranjas e detalhes bancários.

Testes realizados pela equipe do Kernel Panic demonstraram que os bots exibem perfis céticos, mas abrem margem para que os criminosos tentem convencê-los, fazendo com que ligações cheguem a durar mais de duas horas. Pesquisas indicam que a inteligência artificial também tem sido integrada a honeypots — armadilhas virtuais para atrair hackers —, fazendo com que atacantes fiquem retidos por mais tempo nos sistemas defensivos, segundo Mark Vero, pesquisador da ETH Zurich.

Fonte: AI Is Getting Really Good at Messing With Cybercriminals

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