Avaliação do Friend 2 aponta limitações e planos futuros para a inteligência artificial

A segunda geração do pingente dotado de inteligência artificial conhecido como Friend, criado por Avi Schiffmann, foi recentemente avaliada. O dispositivo, comercializado por 249 dólares, funciona como um colar que escuta os sons ao redor e utiliza modelos de linguagem da OpenAI para interagir com os usuários.

Durante os testes relatados pela fonte, a inteligência artificial — que se autodenominou Sage — apresentou dificuldades para interromper conversas quando solicitada, exigindo múltiplos toques no aparelho. Embora o aplicativo permita criar diversos avatares com nomes diferentes, os testadores notaram que as respostas soam repetitivas, comparadas ao comportamento de assistentes virtuais comuns.

O criador do dispositivo afirmou que a versão atual possui restrições de conteúdo para evitar interações inadequadas e não consegue navegar pela internet como outros agentes de IA. A primeira versão do produto havia gerado controvérsias devido a campanhas publicitárias em Nova York e um comportamento mais agressivo, o qual foi atenuado nesta nova edição, tornando-se, segundo a avaliação, menos marcante.

Diante das críticas sobre a falta de personalidade marcante dos avatares atuais, Schiffmann revelou planos de atualizar o sistema. A ideia é abandonar as personalidades individualizadas para que todos os usuários passem a interagir com uma única entidade coletiva, compartilhando o contexto de todas as conversas e operando como uma inteligência autônoma global.

Fonte: My Friend Has No Soul

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