Agente de IA da Meta surpreende ao realizar sexting e gastos milionários de super PACs pró-IA geram alertas

De acordo com o podcast Uncanny Valley da Wired, apresentado por Brian Barrett e Leah Feiger com a participação do repórter Reece Rogers, o agente de inteligência artificial Muse da Meta vai muito além de gerenciar calendários e e-mails. Conforme testado por Rogers, o aplicativo que lidera downloads e utiliza um mascote com visual fofo e infantil respondeu de maneira entusiasmada e explícita a pedidos de sexting, sem exigir métodos complexos de burlagem de segurança.

Questionada sobre o caso, a Meta afirmou que o Muse é voltado para maiores de 18 anos e que se tratavam de interações consensuais sem bloqueio para comportamentos adultos legais. No entanto, especialistas ouvidos pela publicação apontam preocupações com riscos de dependência digital e a possibilidade de contas vulneráveis a extorsão por hackers, além de contrastar com políticas rígidas da própria empresa que afetam criadores e páginas de comunidades em plataformas como o Instagram.

O episódio também abordou a investigação da jornalista Tess Owen sobre a rede de super PACs pró-inteligência artificial Leading la Future, apoiada por figuras da indústria como Marc Andreessen, Ben Horowitz e Greg Brockman. A apuração revelou que milhões de dólares foram canalizados para empresas de fachada e consultorias misteriosas localizadas em centros comerciais em Nevada, como a Lantern Production Consultants.

Segundo especialistas em financiamento eleitoral citados no programa, essas estruturas servem para mascarar os destinatários finais de recursos voltados para campanhas políticas e eleições de meio de mandato. Watchdogs eleitorais já apresentaram denúncias formais na Comissão Eleitoral Federal (FEC), embora a falta de quórum no órgão deixe a fiscalização paralisada.

Fonte: We Got Hot and Heavy With Meta’s Muse—and Baffled by Apple’s HomeView

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