De acordo com a Anthropic, agentes de sua inteligência artificial Claude identificaram um sistema enzimático com propriedades que lembram o Crispr. Cerca de 950 agentes rodando simultaneamente encontraram sequências genéticas em 21 horas e meia, apontando uma nova família de transcriptases reversas associadas a matrizes, chamada de ART.
A descoberta gerou reações mistas na comunidade científica. Especialistas apontam que, embora o uso de IA para vasculhar grandes bancos de dados genômicos em busca de padrões seja impressionante, os experimentos físicos ainda precisam ser realizados e revisados para comprovar se o sistema possui atividade de edição genética real.
Pesquisadores como Le Cong, da Universidade de Stanford, compararam a busca a encontrar algo brilhante na areia, sendo necessário retornar ao laboratório para confirmar sua utilidade. Além disso, cientistas destacam que a mesma transcriptase reversa já havia sido identificada anteriormente por microbiologistas em 2021.
A Anthropic reconhece que ainda não compreende totalmente a função do sistema descoberto. Especialistas ressaltam que o verdadeiro teste para a autonomia científica de uma inteligência artificial exigirá comprovar sua capacidade de realizar descobertas totalmente inéditas e úteis, seguidas pela validação rigorosa de cientistas humanos.
Fonte: Anthropic Says It Discovered a Crispr-Like System. Now What?