O aplicativo Muse, novo assistente de inteligência artificial da Meta, alcançou mais de 900.000 downloads em sua primeira semana após ser promovido em plataformas como o Instagram e disponibilizado também no WhatsApp. A ferramenta é gratuita e projetada para realizar tarefas cotidianas, como encontrar ofertas, fazer reservas e gerenciar caixas de entrada de e-mail.
De acordo com a fonte, a experiência de uso se assemelha a trocar mensagens com um amigo, e o assistente utiliza uma máquina virtual para navegar na internet e realizar ações em nome do usuário, como buscar produtos no Facebook Marketplace ou fazer pedidos em estabelecimentos. No entanto, testes e avaliações apontam que o foco da ferramenta parece ser a coleta de dados.
O aplicativo incentiva continuamente os usuários a conectarem mais informações, como contas bancárias, caixas de entrada e documentos de identidade. Especialistas em privacidade ouvidos pela fonte criticam o fato de que os usuários são incluídos automaticamente no programa de treinamento de modelos de IA da Meta com base em suas interações, exigindo que a desativação seja feita manualmente nas configurações.
Defensores dos direitos do consumidor e pesquisadores também alertam que o uso excessivo de agentes automatizados pode gerar dependência, desengajamento e perda de autonomia nas decisões pessoais, além de influenciar algoritmos de anúncios. Um porta-voz da Meta defendeu que o assistente possui proteções integradas e que os recursos ajudam a melhorar o desempenho do modelo, enquanto executivos indicam que as ações da ferramenta podem impactar indiretamente as propagandas exibidas nas redes.
Após testar o aplicativo e observar os pedidos constantes por mais integrações e dados pessoais, a autora da análise optou por desinstalar a ferramenta de seu dispositivo.