Conheça o Mori, um robô em formato de cogumelo projetado para reconectar humanos à natureza

A startup OKA, com sede em Cambridge (Massachusetts) e Shenzhen (China), apresentou seu primeiro produto experimental: o Mori, um robô com quase 30 centímetros de altura em formato de cogumelo que funciona como uma luminária interativa. Segundo o CEO Hua Wang, a proposta da empresa é criar dispositivos para reparar as relações entre os humanos e o ambiente ou entre as próprias pessoas.

O Mori possui uma câmera embutida no nariz e microfones para observar os movimentos no ambiente e reagir de forma antropomórfica. Ele emite sons suaves, acende em diferentes cores inspiradas na natureza e pode dançar ao som de músicas ou reações de televisores. O robô não funciona como um assistente de voz tradicional como o Amazon Echo e não executa comandos para controlar luzes ou responder sobre a previsão do tempo. Sua função principal é incentivar pausas meditativas e a reconexão com a natureza por meio de sessões de respiração e paisagens sonoras naturais.

A tecnologia do robô utiliza modelos de linguagem locais e algoritmos de IA que a empresa chama de inteligência atenta. O Mori consegue reconhecer moradores frequentes e agir de maneira mais tímida com visitantes, além de entender contextos como ligações telefônicas ou discussões para ficar em silêncio. De acordo com a OKA, os dados de áudio e imagens brutas são processados localmente e descartados, enquanto as informações faciais criptografadas nunca são enviadas para a nuvem. A câmera pode ser ocultada ao retrair a cabeça do robô para dentro do corpo, transformando-o em uma luminária comum, e o microfone pode ser desativado com dois toques.

O dispositivo é comercializado em uma edição limitada para fundadores por US$ 649, que inclui garantia e assinatura de dois anos para os sons da natureza. A edição padrão é vendida por US$ 799, mas exige assinatura paga para acessar as paisagens sonoras, enquanto os exercícios respiratórios permanecem gratuitos. Especialistas apontam que o apelo do robô reside na tendência humana de antropormofizar objetos e buscar companhia digital, comparando a experiência à posse de animais de estimação simples.

Fonte: Meet Mori, a Cute Robot Mushroom That Doesn’t Really Say (or Do) Anything

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