Um ex-engenheiro da OpenAI acusado de instalar um dispositivo de escuta em uma sala de reuniões da empresa continuará sob custódia enquanto aguarda julgamento. A decisão foi tomada na última segunda-feira por um juiz federal em São Francisco, que expressou preocupações em relação aos fortes laços do acusado com a Arábia Saudita e ao risco de fuga.
De acordo com promotores federais citados pela fonte, Abdulrahman Alfozan apresenta risco de fuga porque o governo saudita teria oferecido suporte incondicional para a sua libertação, incluindo a oferta do consulado para financiar a fiança. O magistrado responsável questionou a validade de uma fiança subsidiada pelo governo estrangeiro, classificando a situação como um cheque em branco.
A defesa de Alfozan, representada pelo advogado William Pernik, rejeitou as acusações de risco de fuga e argumentou que não há evidências de espionagem. Segundo Pernik, o dispositivo foi colocado em uma sala aberta onde qualquer pessoa poderia trabalhar, e os equipamentos encontrados na residência do engenheiro seriam destinados a projetos domésticos. No entanto, o juiz considerou insuficientes as garantias de que o réu permaneceria nos Estados Unidos.
As autoridades apontam que Alfozan trabalhou por pouco mais de um ano na OpenAI, onde a empresa descobriu um gravador de áudio escondido atrás de uma televisão em uma sala de reuniões executivas no final de setembro. Alfozan foi demitido e preso pelo FBI. O caso também atraiu atenção internacional devido a supostas comunicações entre o engenheiro e um membro da família real saudita sobre uma iniciativa de inteligência artificial.
O réu enfrenta uma acusação de uso de dispositivo para interceptar comunicações, pena que pode chegar a cinco anos de prisão, embora os promotores indiquem que novas acusações possam surgir. A próxima audiência do caso foi agendada para o dia 6 de novembro.
Fonte: OpenAI Engineer Accused of Spying on Executives Ordered to Remain in Custody