De acordo com a revista Wired, o matemático Tristan Buckmaster acredita que a OpenAI utilizou seu trabalho para conseguir resolver um problema matemático histórico com um prêmio de um milhão de dólares antes dele. Mesmo após vir a público acusar a empresa, o professor da Universidade de Nova York admitiu que continua preso ao uso das ferramentas da companhia, como o agente de codificação Codex, para organizar seus artigos de pesquisa e entender os passos lógicos dados pelos sistemas de inteligência artificial.
O caso gerou um intenso debate sobre a possibilidade de a inteligência artificial tornar matemáticos humanos obsoletos. A OpenAI investigou a situação após as acusações de Buckmaster e afirmou que os comandos enviados por ele nos meses anteriores ao anúncio não influenciaram o sistema. Outros pesquisadores, como o alemão Andreas Thom, também relataram surpresa ao descobrir que modelos de IA utilizaram seus estudos de teoria de grupos geométricos sem menção adequada inicial, o que levou a empresa a corrigir comunicados anteriores.
Apesar das críticas sobre a falta de transparência e de atribuição de créditos adequada, cientistas da área admitem que é difícil abandonar a tecnologia. Alex Townsend, matemático da Universidade Cornell, aponta que existe um sentimento misto de empolgação com os ganhos de produtividade e nervosismo quanto ao futuro da profissão. Enquanto mais de 4.000 pessoas assinaram a Declaração de Leiden para propor diretrizes que protejam a área, especialistas reconhecem que a eficiência proporcionada pelos modelos torna o avanço da inteligência artificial na matemática um caminho sem volta.