Conforme dados do Pew Research citados pela Wired, cerca de 50% dos adultos americanos já utilizaram chatbots de inteligência artificial, e 8% recorreram a essas ferramentas para obter informações sobre candidatos e políticas nas eleições de meio de mandato. No entanto, especialistas e pesquisas indicam que essas tecnologias apresentam falhas significativas.
Um levantamento da Forum AI revelou que quase 40% das respostas eleitorais fornecidas por chatbots populares continham algum tipo de erro factual. Entre os exemplos citados na reportagem estão falhas do Gemini, da Google, que indicou uma data incorreta para o prazo de votação por correio na Pensilvânia, e do Claude, da Anthropic, que confundiu um congressista com um ex-superintendente escolar.
O problema é agravado pela dependência de fontes de informação problemáticas. Pesquisa da NewsGuard apontou que os chatbots principais citam os chamados sites de “pink slime” — portais com aparência de jornalismo tradicional, mas financiados por grupos políticos — em quase 50% das consultas sobre candidatos. O ChatGPT, da OpenAI, liderou esse índice, citando tais páginas em mais de 70% das buscas, enquanto o Grok, da xAI, obteve o melhor desempenho, com 30%.
Especialistas ouvidos pela publicação destacam que as empresas exageraram nas capacidades da inteligência artificial e que os modelos frequentemente inventam informações quando não possuem dados precisos, além de dependerem de fontes de baixa qualidade.