De acordo com uma pesquisa divulgada pela Cisco Talos, criminosos virtuais começaram a integrar recursos de inteligência artificial em um novo tipo de malware conhecido como infostealer. Batizada internamente de “Volta-Autodoxer”, a ameaça foi descoberta por meio de uma estrutura voltada para identificar ferramentas de hacking que usam IA.
Os softwares maliciosos do tipo infostealer costumam se esconder em programas falsificados para furtar nomes de usuário, senhas, tokens de autenticação, cookies e dados de cartões de crédito. No caso do Volta, o malware realiza uma varredura abrangente em computadores infectados, visando credenciais de navegadores, carteiras de criptomoedas e sessões ativas em plataformas como Discord, Telegram, Steam e Roblox.
Após a coleta inicial, o malware realiza uma busca mais profunda em contas centrais, como o Gmail, reunindo recibos, histórico de pedidos e dados de localização. Segundo os pesquisadores da Cisco Talos, o sistema compila essas informações em um dossiê e utiliza modelos comerciais de linguagem para atuar como analistas de inteligência, avaliando o valor financeiro e o perfil da vítima.
O Volta utiliza o serviço OpenRouter para enviar comandos a diferentes provedores de IA, tendo como padrão inicial o Claude Opus 4.6 da Anthropic. O código também conta com alternativas de contingência, incluindo o Moonshot AI Kimi K2 e o Gemini 2.5 Flash do Google, para evitar bloqueios de segurança dos modelos.
Especialistas em segurança apontam que a incorporação de IA em malwares tradicionais permite que criminosos identifiquem alvos de alto valor com maior rapidez, aumentando a eficiência dos ataques antes que as credenciais e tokens roubados expirem.
Fonte: Spooky New Infostealer Malware Uses AI to ‘Autodox’ Victims