A startup Recursive apresentou recentemente o Flint, um modelo de inteligência artificial de código aberto focado em programação. Segundo o CEO e cofundador da empresa, Richard Socher, quase todo o processo de desenvolvimento do modelo foi realizado e aprimorado por inteligência artificial através de um sistema chamado Eureka Machine.
Socher relatou que a abordagem permitiu que uma equipe pequena de pesquisadores construísse um modelo de alto desempenho em poucos meses. O sistema automatizado criou inovações em treinamento, arquitetura e otimização de código para chips específicos. Testes indicam que o Flint supera outros modelos de tamanho semelhante em tarefas de programação.
O uso de IA para construir e melhorar outras IAs, conhecido como autoaperfeiçoamento recursivo (RSI), desperta tanto entusiasmo quanto preocupação. Enquanto defensores apontam que a técnica acelera o progresso e torna a tecnologia mais acessível, críticos e especialistas alertam que o avanço descontrolado pode representar riscos de segurança, gerando inclusive propostas de banimento no Congresso dos Estados Unidos.
A empresa defende que os temores são exagerados e que o sistema atual permanece sob controle humano, com supervisão constante para interromper processos indesejados caso necessário. A Recursive já captou investimentos significativos e conta com fundadores especialistas em aprendizado contínuo de inteligência artificial.
Fonte: This Startup Is All In on Recursive Self-Improvement. Its Latest Model Is Scary Good