Autoridades em Nova York realizaram o que pode ser a maior operação de derrubada de sites de pornografia deepfake explícita até o momento. De acordo com o gabinete do promotor distrital de Manhattan, 12 domínios utilizados para o compartilhamento, publicação e comercialização ilegal de vídeos falsos de celebridades foram apreendidos.
A investigação aponta que cerca de 1.200 pessoas, predominantemente mulheres, foram alvos de imagens e vídeos sexuais não consensuais nessas plataformas. A lista de vítimas inclui influenciadoras digitais, atrizes, ativistas, atletas, músicas e políticas.
O promotor distrital Alvin Bragg declarou que essas violações de privacidade causam danos profundos ao bem-estar emocional e mental das vítimas, afetando suas vidas pessoais e carreiras. O gabinete informou que as investigações sobre os responsáveis pelas páginas e pelos uploads continuam em andamento.
As apreensões ocorreram com base nas leis de procedimento criminal de Nova York. Antes do anúncio oficial, páginas iniciais de vários desses sites exibiam avisos de apreensão emitidos após um mandado da Suprema Corte do Estado de Nova York.
Especialistas ouvidos sobre o tema apontam que a ação representa uma vitória significativa no combate a imagens íntimas sintéticas não consensuais. No entanto, pesquisadores destacam que a indústria de deepfakes continua ampla e que o enfrentamento efetivo exige intervenções em múltiplas frentes, desde as ferramentas de criação até os sistemas de pagamento e hospedagem.