Modelos de mundo avançam na inteligência artificial e prometem transformar robótica e direção autônoma

De acordo com uma reportagem recente, a indústria tecnológica tem voltado suas atenções para os chamados modelos de mundo, uma vertente da inteligência artificial focada na reconstrução do ambiente real. Diferente dos grandes modelos de linguagem baseados em texto, os modelos de mundo utilizam entradas visuais para gerar ambientes digitais capazes de simular a física e prever o próximo estado visual a partir de uma imagem.

Empresas e especialistas apontam que o ano de 2027 pode marcar uma grande expansão para a robótica residencial e para carros autônomos impulsionados por essa tecnologia. Segundo Brian McClendon, diretor de tecnologia da Niantic Spatial — empresa que converteu dados coletados no jogo Pokémon Go em mapeamentos espaciais —, esses sistemas permitem criar réplicas para que robôs pratiquem movimentos e interações em simulações virtuais antes de atuarem no mundo físico.

No setor de veículos autônomos, companhias como a Wayve utilizam imagens de câmeras veiculares para alimentar modelos generativos capazes de recriar condições perigosas de trânsito, testando reações a situações de risco que seriam impraticáveis no mundo real. Jamie Shotton, cientista-chefe da Wayve, destaca que o modelo precisa compreender a física, a causa e o efeito, além de como outras pessoas e objetos reagem.

O mercado também tem atraído investimentos bilionários e dado origem a novas startups lideradas por nomes de destaque da ciência da computação. Além disso, a busca por dados visuais para treinar esses softwares já impacta o mercado de trabalho informal, com pessoas gravando vídeos de tarefas domésticas — como lavar louça e dobrar roupas — para alimentar os sistemas de inteligência artificial.

Fonte: World Models Will Soon Be Inescapable. Here’s What You Need to Know

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